sábado, 9 de abril de 2011

Dicas aos Pais





1- CONVERSE COM SEU FILHO
* Pergunte o que ele aprendeu de novo no colégio e mostre interesse.
* Peça que ele lhe ensine algo.
* Pergunte se ele tem dificuldades na escola.

2- COBRE AS OBRIGAÇÕES DO SEU FILHO
* Garanta que ele vá à escola na hora certa.
* Faça perguntas para descobrir se ele presta atenção nas aulas.
* Confira se ele faz a lição de casa diariamente.
* Ensine-o a respeitar os professores, os funcionários e os colegas.
* Não deixe o seu filho faltar às aulas sem necessidade. Faltas dificultam a aprendizagem.

3- ACOMPANHE A LIÇÃO DE CASA
* Combine com ele um horário para os estudos.
* Separe um lugar tranquilo da casa para a lição. Não esqueça de desligar a TV.
* Ofereça sempre sua ajuda. Filhos estimulados pelos pais a fazer as lições de casa têm um desempenho melhor. Mas atenção: estimular não é fazer as lições pela criança.
* Olhe os cadernos e mostre interesse pelos trabalhos.
* Estimule-o a pesquisar e descobrir as respostas por conta própria.

4- FIQUE DE OLHO NO APRENDIZADO
* Veja se seu filho está aprendendo o que deveria na idade dele. Ex:
- Aos oito anos, deve saber ler e escrever com facilidade.
- Aos dez anos, deve saber somar, subtrair, multiplicar e dividir.
- Aos quatorze anos, deve resoçlver uma equaçõa de 1º grau com duas variáveis e interpretar textos com diferentes opiniões.
* Se seu filho não aprendeu o que deveria para a idade dele, procure o diretor ou coordenador da escola.
* Veja sempre as notas do seu filho.

5-INCENTIVE SEU FILHO A LER
* Leia sempre. É bom para você e excelente para o seu filho, que seguirá o seu exemplo naturalmente.
* Leia para ele desde bebê, com entonação e emoção.
* Dê livros ou revistas de presente.
* Deixe os livros ao alcance das mãos dele.
* Converse com ele sobre um livro que esteja lendo.
* Estimule atividades que usem leitura: Jogos, receitas, mapas.
* Faça da leitura um omento de prazer - pode até ter pipoca.
* Leve-o para explorar as bibliotecas próximas da sua casa.
* Não obrigue seu filho a ler. A leitura tem de ser um momento de lazer.
6- VALORIZE A ESCRITA
* Tenha sempre lápis e papel em casa.
* Escreva bilhetinhos para o seu filho. Assim ele entenderá a utilidade da escrita.
* Brinque de palavras-cruzadas, caça-palavras, forca, stop e outros jogos que envolvam a escrita.
* Ao usar o computador, incentive-o não mudar a forma de escrever das palavras.
* Peça ajuda para escrever a lista de compras.

7- DÊ EXEMPLO
* Seja coerente: suas atitudes refletem o que você pensa.
* Mostre que estudar é importante e ler, divertido. Estude e leia na frente dele.
* Seja curiosa: pergunte, questione, procure entender.

8- ENTENDA A SITUAÇÃO DA EDUCAÇÃO
* Informe-se sobre a qualidade do ensino no país, no seu estado, na sua cidade, nas escolas da sua região e no colégio de seu filho.
* Acesse www.educarparacrescer.com.br , leia as reportagens e reflita.

Fonte:Guia da Educação em família - Educar para Crescer

Impulsividade

Dicas com crianças impulsivas:




* Tentar ignorar comportamentos inapropriados menores.

* Incrementar a imediata correlação entre prêmios e consequências.

* Quando não se comporta adequadamente na sala de aula, recomenda-se que se dê um tempo para meditar sobre o que fez (time out).

* Aconselha-se supervisão nos recreios e horários livres.

* Tentar evitar críticas e "sermões". É preferível chamar-lhe a tenção de uma forma prudente e calma quando ela não tiver se comportado corretamente.

* Reforçar seu comportamento positivo com cumprimentos, reconhecimento, etc.

* Sentá-la próximo a professora ou de algum colega que possa ser visto como umlíder positivo.

* Firmar um "contrato de comportamento positivo" com ela, incluindo aquelas condutas que estão ao seu alcance.

* Motivá-la quando consegue reprimir um impulso, por exemplo, na sala de aula, quando consegue levantar a mão para responder ao invés de responder impulsivamente. 

Avaliação cognitiva do desenho

Avaliação cognitiva do desenho

Uma das principais ferramentas utilizadas no Diagnóstico Psicopedagógico é a análise de testes projetivos, cuja finalidade é a projeção de conteúdos presentes no inconsciente da criança de forma concreta, ou seja, por meio da utilização de figuras prontas ou de desenhos feitos pela mesma. A partir dessa análise é possível verificar e levantar hipótese sobre a modalidade de aprendizagem, o vínculo com o ser que ensina e com a família.
É isso que difere os testes projetivos utilizados na Psicopedagogia dos testes utilizados na Psicologia, pois os últimos são voltados para a investigação da personalidade e comportamento, dentro do âmbito emocional. Testes como o par educativo, o desenho da família, da figura humana e outros, são muito utilizados em consultório; no entanto a aplicação do desenho livre com o objetivo de avaliar o desenvolvimento cognitivo é pouco utilizado e conhecido. Este teste pode ser uma ferramenta importantíssima para avaliar e detectar um possível atraso nodesenvolvimento cognitivo da criança, tanto na clínica como em sala de aula.

A tabela abaixo faz uma relação das análises de Luquet e Lowenfeld, uma vez que possuem muito em comum. Sua utilização deve ser criteriosa e a questão não é se a criança desenha bem ou mal, mas se em seu desenho estão presentes alguns componentes comuns para sua idade.
É comum encontrarmos situações em que uma criança de 7 anos apresenta traços do Realismo intelectual, dessa forma juntamente com outras ferramentas, como as provas operatórias, podemos concluir que seu desenvolvimento cognitivo está dentro do esperado ou até um pouco adiantado; mas a preocupação é quando esta criança apresenta traços comuns ao Realismo fortuito (2 a 3 anos).

*Clique na figura para ampliá-la.

Análise Piagetiana
1 - Garatuja: Faz parte da fase sensório-motora e parte da fase pré-operacional. A criança demonstra extremo prazer nesta fase. A figura humana é inexistente ou pode aparecer da maneira imaginária. A cor tem um papel secundário, aparecendo o interesse pelo contraste, mas não há intenção consciente.
Aqui a expressão é o jogo simbólico: "eu represento sozinho". O símbolo já existe.
2 - Pré- Esquematismo: Dentro da fase pré-operatória, aparece a descoberta da relação entre desenho, pensamento e realidade. Quanto ao espaço, os desenhos são dispersos inicialmente, não relaciona entre si. Então aparecem as primeiras relações espaciais, surgindo devido a vínculos emocionais. A figura humana torna-se uma procura de um conceito que depende do seu conhecimento ativo, inicia a mudança de símbolos. Quanto a utilização das cores, pode usar, mas não há relação ainda com a realidade, dependerá do interesse emocional. Dentro da expressão, o jogo simbólico aparece como: "nós representamos juntos".
3 - Esquematismo: Faz parte da fase das operações concretas. Esquemas representativos, afirmação de si mediante repetição flexível do esquema; experiências novas são expressas pelo desvio do esquema. Quanto ao espaço, é o primeiro conceito definido de espaço: linha de base. Já tem um conceito definido quanto a figura humana, porém aparecem desvios do esquema como: exagero, negligência, omissão ou mudança de símbolo. Aqui existe a descoberta das relações quanto a cor; cor-objeto, podendo haver um desvio do esquema de cor expressa por experiência emocional. Aparece na expressão o jogo simbólico coletivo ou jogo dramático e a regra.
4 - Realismo: Também faz parte da fase das operações concretas, mas já no final desta fase. Existe uma consciência maior do sexo e autocrítica pronunciada. No espaço é descoberto o plano e a superposição. Abandona a linha de base. Na figura humana aparece o abandono das linhas. As formas geométricas aparecem. Maior rigidez e formalismo. Acentuação das roupas diferenciando os sexos. Aqui acontece o abandono do esquema de cor, a acentuação será de enfoque emocional. Tanto no Esquematismo como no Realismo, o jogo simbólico é coletivo, jogo dramático e regras.
5 - Pseudo Naturalismo: Estamos na fase das operações abstratas. É o fim da arte como atividade espontânea. Inicia a investigação de sua própria personalidade. Aparecem dois tipos de tendência: visual (realismo, objetividade); háptico (expressão subjetividade). No espaço já apresenta a profundidade ou a preocupação com experiências emocionais (espaço subjetivo). Na figura humana as características sexuais são exageradas, presença das articulações e proporções. A consciência visual (realismo) ou acentuação da expressão, também fazem parte deste período. A expressão aparece como: "eu represento e você vê”. Aqui estão presentes o exercício, símbolo e a regra.
Modelos de desenhos

Neste desenho é possível verificar que há rebatimento ou dobragem. Foi feita uma nuvem de cada lado e três flores de cada lado também.
Neste desenho apesar de perceber de imediato o rebatimento, uma árvore de cada lado, o que chama atenção é a transparência ou raios-x, ou seja, podemos ver o que está acontecendo dentro da casa.
Neste desenho podemos observar que as carteiras podem ser vistas de cima, ou seja,plano deitado. 
Neste desenho percebemos a transparência ou raio-x, uma vez que não vemos frutas penduradas na árvore desta forma; mas o que chama atenção é o exagero, pois o caracol é do tamanho da árvore. As setas dão impressão de movimento, cinético, mas é sempre importante perguntar para a criança o que significa.
Todas as características apresentadas no desenho fazem parte do Realismo intelectual ou da fase Esquemática e estão de acordo com a idade das crianças (entre 6 e 7 anos). Pode acontecer de um mesmo desenho apresentar características de duas fases, significando a transição de uma fase para outra. Neste caso levamos em consideração o que está mais evidente.
Fonte: Material fornecido no curso de análise de desenho, oferecido pela Central Didática. Site: www.profala.com/arteducesp62.htm

Problemas de atenção


Cada turma é única, com suas particularidades, seus desafios e suas dificuldades. Nosso trabalho enquanto educadores é tentar descobrir o perfil da turma, vendo cada aluno individualmente e fazendo o possível para ajudar. Percebemos hoje que em quase todas as turmas temos alunos com défict de atenção ou hiperatividade, ou os dois juntos, e precisamos saber o que fazer com esses alunos para diminuir sua dificuldade e sua vida tornar-se mais fácil.



Estratégias na sala de aula para crianças com problemas de atenção


Seguem as estratégias:

* Sentar a criança numa área silenciosa.

* Sentar a criança perto de alguém que seja um bom modelo a seguir.

* Sentar a criança próxima de um colega que possa apoiá-la na aprendizagem.

* Orientar a atenção da criança na tarefa que será iniciada. É importante ajudá-la a descobrir e selecionar a informação mais importante, organizá-la e sistematizá-la.

* É necessário dar a ela regras consistentes sobre o que deve fazer; as instruções devem ser parceladas.Em alguns casos é conveniente enumerar as instruções para que seja mais fácil para segui-las.

* As rotinas de trabalho devem ser claras.

* Não é conveniente fazer atividades com limites de tempo. Isto pode favorecer condutas impulsivas.

* Permitir um tempo extra para completar seus trabalhos.

* Encurtar períodos de trabalho de modo a coincidirem com os seus períodos de atenção.

* Dividir os trabalhos que lhes sejam dados em partes menores do modo que elas possam completá-lo.

* Dar assistência à criança para que ela se coloque metas a curto prazo.

* Entregar os trabalhos um de cada vez.

* Exigir delas menos respostas corretas que do restante da turma.

* Reduzir a quantidade de deveres de casa.

* Dar instruções tanto orais com escritas.

* Dar instruções claras e concisas.

* Tentar envolver a criança na apresentação dos temas.

* Estabelecer sinais secretos entre a criança e o professor para poder fazê-lo notar quando está começando a se distrair.

* É importante que estas crianças estejam em ambientes de trabalho motivantes, com tarefas que sejam significativas para elas. 

Faça a Diferença

Seja a Diferença


Paulo trabalhava em uma empresa há dois anos. Sempre foi um funcionário sério, dedicado e cumpridor de suas obrigações.
Nunca chegava atrasado.
Por isso mesmo já estava há dois anos na empresa, sem ter recebido uma única reclamação.
Certo dia, ele foi até o diretor para fazer uma reclamação:
- Sr. Gustavo, tenho trabalhado durante estes dois anos em sua empresa
com toda a dedicação, só que me sinto um tanto injustiçado.
Fiquei sabendo que o Fernando, que tem o mesmo cargo que eu
e está na empresa há somente seis meses já será promovido?!?...
Gustavo, fingindo não ouvi-lo disse:
- Foi bom você vir aqui. Tenho um problema para resolver e você poderá me ajudar.
Estou querendo oferecer frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço de hoje.
Aqui na esquina tem uma barraca de frutas. Por favor, vá até lá e verifique se eles têm abacaxi.
Paulo, sem entender direito, saiu da sala e foi cumprir a missão.
Em cinco minutos estava de volta.
E aí Paulo? - Perguntou Gustavo.
- Verifiquei como o senhor pediu e eles tem abacaxi sim... - Quanto custa?
- Ah, Isso eu não perguntei...
- Eles têm abacaxi suficiente para atender
a todo nosso pessoal? - Quis saber Gustavo.
- Também não perguntei isso... - Há alguma fruta que possa substituir o abacaxi?
-Não sei...
- Muito bem Paulo. Sente-se ali naquela cadeira e aguarde um pouco.
O diretor pegou o telefone e mandou chamar o novato Fernando.
Deu a ele a mesma orientação que dera ao Paulo.
Em dez minutos, Fernando voltou.
- E então??? - Indagou Gustavo.
- Eles têm abacaxi sim, seu Gustavo. E é o suficiente
para todo nosso pessoal e, se o senhor preferir, têm também laranja, banana, melão e mamão.
O abacaxi custa R$ 1,50 cada; a banana e o mamão custam R$ 1,00 o quilo;
o melão custa R$ 1,20 cada e a laranja custa R$ 20,00 o cento, já descascada.
Mas como eu disse que a compra seria em grande quantidade, eles nos concederão um desconto
de 15%. Deixei reservado.
Conforme o senhor decidir,volto lá e confirmo o pedido - Explicou Fernando.
Agradecendo pelas informações, o patrão dispensou-o.
Voltou-se para Paulo, que permanecia sentado e perguntou-lhe:
- Paulo, o que foi que você estava me dizendo?
- Nada, patrão. Esqueça. Com licença...
E Paulo deixou a sala...
"Se não nos esforçarmos em fazer o melhor, mesmo em tarefas que possam parecer simples, jamais nos serão
confiadas tarefas de maior importância."
"Todas as vezes que fazemos o uso correto e amplo da informação,
críamos a oportunidade de imprimir a nossa marca pessoal."
"Você pode e deve se destacar, até nas coisas mais simples, como Fernando."
VIVA A DIFERENÇA!!! SEJA A DIFERENÇA!!!
(Autor Desconhecido)

Tema de casa

TEMA DE CASA

Para que serve o tema de casa? Qual a sua importância?
Vemos o tema de casa como mais uma oportunidade para aprender.
Assim, para nós, ele é fundamental na formação do estudante, pois oportuniza que ele construa, ao longo de sua escolaridade, estratégias de estudo. Mais do que um hábito, portanto, o “tema” se propõe a desenvolver uma postura de envolvimento com os estudos, de comprometimento com as atividades propostas, com o grupo de trabalho e com o próprio processo de aprendizagem.

O que a escola espera dos pais neste aspecto?
Fundamentalmente, espera-se que os pais possam realizar um acompanhamento do trabalho que seus filhos realizam na escola. Isso não quer dizer, necessariamente, fazer os temaspelo aluno ou mesmo com ele. Quer dizer: estar atento e mostrar interesse em relação à vida escolar de seu filho. As crianças, principalmente neste momento das primeiras séries, necessitam sentir esse apoio e interesse, o que contribuirá para sua própria valorização em relação à escola.
De uma forma mais concreta, esperamos que os pais possam assegurar:
·      um ambiente apropriado (iluminado, arejado e tranquilo) para a realização das tarefas;
·      uma rotina de horário adequada, cuidando, por exemplo, para que não seja um momento em que a criança esteja cansada ou perdendo algo importante;
·      o auxílio necessário, se a criança solicitar e/ou se notarem que será proveitoso;
·      os materiais necessários, à mão da criança.
Auxiliá-la também na manutenção dos seus materiais da mochila e do estojo, lembrando-a de conferi-los e reorganizá-los, é muito importante para que, aos poucos, ela consiga fazer isso de forma mais independente.
Embora a escola se preocupe em organizar as tarefas de modo que as crianças consigam realizá-las sozinhas e em garantir que nenhum tema vá para casa sem ter sido discutido em sala, é possível que algumas crianças, principalmente no início do ano, necessitem de um apoio mais concreto, na forma da presença dos pais ao seu lado, da leitura da solicitação de tarefa ou mesmo de uma ajuda para realizá-la. Nesse caso, os pais devem atender a essa demanda, observando que haja uma progressiva autonomia em relação às tarefas. 

terça-feira, 5 de abril de 2011

Luto Infantil

Publicado no site Bebe2000 - Noticias Semanais e Novidades
Data: Segunda-feira, 3 de Julho de 2000 21:00
            Apesar de ser um assunto doloroso, a morte faz parte do dia-a-dia de todos nós. Ainda assim, há uma certa tendência dos pais em "esconder" da criança esta ocorrência natural da vida. Segundo a psicóloga carioca Fernanda Roche, é preciso que os pais compreendam que, ainda que desejem, não conseguirão manter as dificuldades da vida afastadas de seus filhos. "Para protegê-los, no entanto, será preciso prepará-los adequadamente para tomar contato com essas ocorrências. Infelizmente, o fato de evitar falar sobre a morte não a deixará longe de nós. Evitar falar de sofrimento não o afasta, apenas impede que ele seja elaborado pela criança", salienta Fernanda.

            Um aspecto importante sobre o tema, segundo a psicóloga, é a questão das fantasias que a criança faz a respeito da morte. Todo indivíduo - a partir da ciência e ou de crenças religiosas -, tem uma maneira particular de compreender, com maior ou menor dificuldade, o que leva uma pessoa à morte. A criança, autocentrada, tem a tendência a acreditar que tudo o que acontece gira ao seu redor. Assim, acredita que, de alguma forma, os sentimentos negativos que possa ter tido com relação a seu parente próximo em dado momento pode tê-lo aniquilado, ou ainda, que ela não teria se comportado da forma que deveria, causando-lhe a morte.
            "Uma fantasia infantil bastante comum é a de que o parente vai voltar um dia", cita Fernanda. Segundo ela, a criança pequena não tem noção de finitude, trazida pela realidade. Para ela, a vida é regida segundo o princípio do prazer. Assim, torna-se difícil para a criança compreender que uma situação de morte de um ente querido seja definitiva. A psicóloga faz um alerta: ainda que a realidade tenha sido imposta à criança cedo demais, pode ser muito perigoso deixá-la acreditar que seu parente irá retornar para a vida. Estas crenças, se não forem devidamente esclarecidas, podem trazer sérios prejuízos ao desenvolvimento emocional da criança. Para abordar o assunto - recomenda a psicóloga - os pais podem utilizar filmes infantis, clássicos como Bambi, O Rei Leão, ambos da Disney, ou Em Busca do Vale Encantado. Os livros de histórias infantis também falam da morte de várias maneiras e há, inclusive, algumas obras dirigidas especificamente para estes momentos. A própria brincadeira não dirigida, com bonecos que formem uma família, costuma dar a chance da criança se expressar a este respeito, detalha Fernanda. 
Como Contar a uma Criança que um Parente Próximo Faleceu?           
            A morte é um tema presente em todos os lares, mas essa incidência não está ligada, necessariamente, à facilidade em lidar com a ocorrência. Na dor da perda, muitas vezes, torna-se difícil para a família refletir sobre a melhor maneira de apresentá-la à criança.                 
            De acordo com a psicóloga carioca Fernanda Roche, a morte deve ser comunicada pelos pais à criança em conversas despretensiosas. "Costumo orientar os pais para que introduzam o tema nas conversas com a criança, antes mesmo que aconteça algum falecimento na própria família", afirma a psicóloga, salientando que, se for cronologicamente possível, o tema deve aparecer em conversas sobre animais, flores ou pessoas. A criança deve ser esclarecida, nos limites da sua curiosidade, salienta.
               Muitas vezes a criança surpreende os pais ou familiares, trazendo o assunto da morte. Nesse momento muitos pais desconversam, tentando ganhar algum tempo para procurar saber o que responder ou como fazê-lo. É neste instante que o tema se transforma num tabu. A criança percebe que o adulto teve dificuldades para respondê-la e, por medo de desagradar, acaba por desistir de interrogar aquela pessoa, fechando um canal de comunicação importante, alerta Fernanda, acrescentando que a criança vai tirar sua dúvidas com outra pessoa mais acessível, talvez não tão bem informada ou com uma visão de morte diferente daquela que os pais gostariam de transmitir.
            A criança deve ser informada sobre a morte na medida de sua curiosidade. Não será necessário explicações longas ou elaboradas, pois o importante é que a criança possa reconhecer, entre seus familiares, uma fonte segura de informações para as suas dúvidas. É essencial que a criança possa arrumar a morte em sua cabecinha no lugar adequado", finaliza.